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Atualização no rastreamento de câncer colorretal

Atualização no rastreamento de câncer colorretal

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (21 de maio) a adoção de um novo protocolo nacional para rastreamento e detecção precoce do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde.

A partir do segundo semestre deste ano, o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) passa a ser o exame de referência para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos.

O que é o Teste Imunológico Fecal (FIT)

Semelhante às fitas rápidas de teste de gravidez, o método detecta pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, que podem ser sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino. O exame vai ser usado como triagem para definir quais pacientes vão precisar de colonoscopia, que confirma o diagnóstico com precisão a partir de uma única amostra.

Entre as vantagens estão resultado rápido, custo mais barato, praticidade e simplicidade em realizar, pois não exige equipamentos automatizados complexos, além de maior desempenho no rastreamento.

Outro benefício é que o FIT pode identificar se o sangramento é proveniente do trato gastrointestinal inferior, sem necessidade de limitação da dieta nos dias anteriores ao teste. Comparado ao g-FOBT, o FIT apresenta maior sensibilidade para detectar lesões pré-cancerosas (20-50% versus 11-20%, respectivamente) e CCR (79% versus 20-50%, respectivamente).

Comparação com o Teste de Sangue Oculto Fecal (FOBT)

O FOBT é de um dos primeiros testes a serem utilizados para rastreamento de CCR e identifica a presença de hemoglobina nas fezes, baseado no princípio de imunocromatografia tipo sanduíche, que consiste em dois anticorpos monoclonais específicos para identificar, seletivamente, a hemoglobina nas amostras fecais.

Os resultados baseados em FOBT foram muito promissores, mostrando uma redução na incidência e mortalidade de CCR. No entanto, o FOBT apresenta como desvantagens: a necessidade de repetição da coleta de amostras em três dias consecutivos; a incapacidade em distinguir a fonte de sangramento (trato gastrintestinal superior ou inferior) e a necessidade de restrições alimentares como preparo para a realização do teste.

Já o FIT utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão do teste, e não requer restrições alimentares e uma única amostra é suficiente. Outro benefício é que o FIT pode identificar se o sangramento é proveniente do trato gastrointestinal inferior, sem necessidade de limitação da dieta nos dias anteriores ao teste.

Quem deve fazer o rastreamento

O novo protocolo vale para pessoas sem sintomas entre 50 e 75 anos.

Pacientes com sinais de alerta —como sangue nas fezes, perda de peso inexplicada, anemia, alteração persistente do hábito intestinal ou dor abdominal— devem procurar atendimento médico independentemente da idade.

Pessoas com histórico familiar da doença, doenças inflamatórias intestinais ou síndromes genéticas também podem precisar iniciar o rastreamento mais cedo, conforme avaliação médica. Nesses casos, a estratégia de acompanhamento costuma ser individualizada e pode incluir colonoscopia antes da faixa etária prevista para a população geral.